Por Guilherme Prezia
Em 1997 fiz uma viagem inesquecível pela Costa Oeste dos Estados Unidos. Em companhia de minha família viajei durante 25 dias, numa jornada que teve início em Los Angeles e terminou 1500 quilômetros ao Norte, na cidade de Seatlle, próximo ao Canadá.
Los Angeles

Los Angeles é uma cidade maravilhosa e cheia de atrativos. No primeiro dia fizemos um tour básico por Hollywood (teatro chinês e calçada da fama - imperdíveis principalmente para quem visita a cidade pela primeira vez) e pela região de Beverly Hills (com suas lojas de grife e mansões cinematrográficas). Nos três dias seguintes nossa tour incluiu visitas ao estúdio da Universal, à Disneylandia e ainda à badalada praia de Venice Beach.
O principal brinquedo da Universal Studios na época era o Jurassic Park. O visitante passeia num barco pelo meio de um parque cheios de dinossauros. O ponto alto do passeio acontece quando um gigantesco Tiranossauro (T-rex) em tamanho real aparece na frente do barco, que despeca rio abaixo a uma altura aproximada de 5 andares. Para quem prefere emoções mais brandas, outro brinquedo divertido é o simulador do filme De Volta para o Futuro - que coloca você dentro de um carro voador no meio de uma cidade futurística.
Por ser um clichê, mas visitar a Disneylândia também é obrigatório. Na época em que estive lá a atração principal era o Indiana Jones - The Ride. O brinquedo é parecido aos tradicionais trens-fantasmas de parque de diversão - porém, como muito mais tecnologia e emoção. A parte mais divertida do brinquedo é quando uma enorme bola vem em direção ao jipe em que estávamos, que é obrigado a dar ré e escapar rapidamente por uma saída lateral.
San Diego

Após 4 dias corridos em Los Angeles, rumamos de carro para San Diego, na fronteira com o México. A viagem entre Los Angeles e San Diego é rápida e ocorre numa região urbanizada (pode-se dizer que as duas cidades praticamente estão emendadas). San Diego é uma das cidades mais bonitas do Costa Oeste americana. Tem ainda uma bela vista para o Mar e diversas opções de shoppings, restaurantes e passeios. Uma dica legal é fazer um tour pela região costeira da cidade, onde é possível se ver ao longe o território mexicano.
Ficamos apenas 2 dias em San Diego e, em seguida, rumamos para Las Vegas. A viagem de carro entre as duas cidades é longa. Saímos de San Diego logo de manhã, chegando à cidade dos cassinos somente no final da tarde. A viagem ocorre por uma auto-estrada no meio do deserto. Na ocasião, a temperatura estava por volta de 45 graus centígrados. Decidimos fazer uma parada para almoçar e esfriar o motor do carro.
Após o almoço tivemos um contratempo no mínimo divertido. O meu irmão fechou a porta do carro com a chave dentro (nos Estados Unidos os carros costumam ter um sistema automático de auto-travamento de portas). Resolvemos chamar um chaveiro da cidade local, que não demorou para aparecer. Em poucos segundos a porta estava destravada, porém a um preço de deserto: US$ 100 pelo serviço que não durou mais do que 2 minutos.
Las Vegas

Sem dúvida, Las Vegas é uma das cidades mais divertidas dos Estados Unidos. Pessoalmente é a minha favorita. A cidade vai muito além de grandes cassinos: é um completo centro de entretenimento para toda a família. Ficamos hospedamos no hotel-cassino Excalibur, decorado com temas medievais. Na época, o preço da diária era bastante acessível: cerca de 50 dólares por noite em quarto com capacidade para até 4 pessoas. O Excalibur é gigantesco. A area de check in, por exemplo, assemelha-se a de um guichê de aeroporto. Além do cassino, o hotel conta com um andar somente com fliperamas e simuladores, outro com lojas e restaurantes e ainda uma área externa com uma gigantesca piscina.
Devido ao calor de deserto, os hotéis estão interligados por passagens subterrâneas e esteiras rolantes protegidas por ar condicionado. Do Excalibur é possível acessar um dos hotéis-cassinos mais bonitos da cidade: o Luxor, cujo prédio é uma gigantesca pirâmide de vidro. Também pode-se a partir do Excalibur ir até MGM hotel (onde ocorrem as famosoas lutas de boxes) e ainda ao deslumbrante New York Cassino Hotel, que conta com uma montanha russa que passa por dentro do cassino e dá a volta por de fora do prédio.

Las Vegas conta ainda com imperdíveis shows, musicais e grandes espetáculos. O principal deles é o Cirque de Soleil (na época, assiti ao show Mystère, que continua em cartaz até hoje). O show ocorre no Treasure Island Hotel, um dos hotéis mais interessantes a serem visitados em Las Vegas. No entrada há um enorme lago com duas caravelas em tamanho real. Todos os dias há uma enceneção gratuita em que as duas caravelas de piratas guerreiam entre si. O show sempre termina com uma das caravelas sendo afundada no lago do hotel.
Os três dias em Las Vegas passaram rápido e logo tivemos que devolver as carros e seguir para o aeroporto. Curioso notar que mesmo dentro do aeroporto em Las Vegas é possível encontrar máquinas de caça-níqueis. Minutos antes de embarcar para San Francisco, o meu primo resolveu colocar uma moeda de 25 centavos. Já estávamos na fila para entrar no avião quando a máquina de caça níquel começou a devolver moedas. Resultado: ele entrou no avião com um balde cheio de moedas de 25 cents.
San Francisco

O vôo entre Las Vegas e San Francisco é relativamente rápido. Cerca de 2 horas depois já estávamos no aeroporto de San Francisco. Alugamos um carro e seguimos em direção a Downtown. Para minha surpresa percebi que ficaríamos hospedados a apenas poucos quarteirões do teatro onde estava em cartaz o musical Fantasma da Ópera (Andrew Lloyd Webber). Compramos ingressos e resolvemos dar uma volta a pé pelo centro da cidade.
Como todo turista fizemos o passeio de bondinho. Descemos uma avenida extremamente íngreme que termina de frente para o mar. Ao fundo tem-se uma ilha onde fica a prisão de Alcatraz. No mesmo local há também um shopping com lojas de qualidade (como por exemplo a loja da Warner Bros.). Além da beleza natural e arquitetura única, San Francisco também nos chamou a atenção para suas variadas opções de restaurantes. Lembro-me que em frente ao teatro do Fantasma da Ópera, por exemplo, havia um ótimo restaurante italiano a preços módicos.
Nossa tour por San Francisco também não poderia deixar de incluir uma visita ao mais famoso símbolo da cidade: a ponte suspensa Golden Gate. Para os amantes do cinema a visita ao local tem um gostinho especial por ter sido cenário do clássico Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958) de Alfred Hitchcock. Por sinal, diversas construções em San Fracisco me fizeram lembrar do filme. Em San Francisco há empresas de turismo na cidade que oferecem passeios pelos locais que foram usados para filmagens do filme.
Seattle

Nossa última parada nos Estados Unidos é a cidade de Seattle, que fica no extremo noroeste dos Estados Unidos (com exceção do Alaska). Da janela do avião se vê minutos antes de aterrizar um imensa floresta e, no meio dela, a cidade de Seattle. Afastada dos grande centros urbanos da Costa Oeste, Seattle é uma cidade pacata, sem muito movimento e margeada por um braço de mar. A principal atração é a torre de observação Space Needle, com mais de 180 metros de altura. Descendo de elevador até a base da torre é possível pegar um metrô até o centro da cidade.
Na rua Alaskan Way, de frente para o porto da cidade, há um terminal de ferry para Victoria, no Canadá. Nossa viagem assim seguiu para o Canadá, passando por Victoria, Vancouver, montanhas Rochosas. Banff e Calgary. Por causa dessa viagem em 1997, eu e meu irmão decidimos vir morar em Vancouver. Nossa paixão pela Costa Oeste nos fez ainda lançar em 2004 o site Vancouver para Brasileiros e, mais recentemente, o portal Mundo para Brasileiros.
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